Mordo, devoro...
Cravo unhas e dentes
como em uma armadilha
e te liberto só para mim...
Me deleito do teu sangue
que escorre e alimenta
e transformo teus olhos
em rubis de incomparável valor.
Te solto na noite e ouço teu uivo
Sob a lua, me alimentarei de ti!
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Beijo-te com fúria animal
Com volúpia, selvagem.
Sepulto em você minha língua
Com sede de tua cova funda
Minha loba vadia, ardente, louca
Insana do meu jeito, ela afunda
Ardendo insaciável, se aprofunda
No teu corpo em fogo e nu
Promiscuo como um vira-lata
Teu lobo vadio se entrega
Rasgando com cortes de faca
De lâmina enferrujada e cega
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