
Feitiço ao Por do sol
Ontem fui ver o pôr do sol na praia
E resolvi molhar os pés
Nas espumas das ondas do mar
Um arco-íris apareceu no horizonte
Com multicores a anunciar
Que mais que um fim de tarde
Eu devia esperar!
Que vista maravilhosa
Era aquela, meu Deus
Um céu lindo perfeito
Pintura no seu apogeu
Quando a lua surgia
Com o sol sem ainda sumir
Numa nuvem brilhante apareceu
Um desenho com os teus contornos
Tão linda que me esmaeceu
Num febril ato de paixão
Desenhei teu corpo na areia
Imitando os traços da nuvem
A onda veio e cobriu
Transformou numa bela sereia
Era minha diva do mar
Vestida com jóias e teia
Cabelos curtos de fogo…
Ferveu meu sangue nas veias
Uma visão deslumbrante
Que a mim hipnotizou
Parada ali fascinante
Logo, ela me conquistou
Era de uma elegância
Que até a lua brilhou
Iluminando a bela sereia
Que cantava versos de amor
Patrocine esta palavra.
Em breve…
Lembrei-me de uma foto guardada
No disco do computador
E vi que aquela sereia
Era a mesma que me enfeitiçou!

Não me basta ser
Somente tua LUA…
Não quero ser e estar
Apenas:
“você aqui”,
Nao quero dar-te
Somente
Beijos violentos
Ao escurecer…
Quero muito mais
Que simples amante
Ser
Entregue à tumba
Da praia…
Depois de te enlouquecer…
Posso ainda lhe implodir
No sonho, no real
Em qualquer viagem astral
Se não for pedir muito…
Chama-me de MOR
Enquanto ando contigo
Nos rasgos do teu JEANS…
Passeando simplesmente
Pra lhe fazer feliz…

Porto Cabana
No Porto, cabana adentro
Arrombo a porta apertada
Rasgando o assoalho úmido
Tateando as paredes infiltradas
Me sustento na cabana , finco!
Como num éden, se planta
No jardim com raiz dura
Fazendo dessa apertada choupana
A mais confortável morada
Impregnando a memória
Com todos esses aromas
Da porta aberto que recebe
Cortando com lembranças
Que não consigo esquecer



















































